sábado, 11 de abril de 2009

Ni banne no hon


' Era uma noite estrelada, via-se algumas casas acesas mesmo sendo tão tarde, olho para aquele lindo céu estrelado e uma das estrelas me chama a atenção, ela não brilha como as outras, olhar para ela me trazia muita tristeza, queria desviar o olhar mas, algo nela me impedia, parecia que ela me hipnotizava, parece que está tentando me avisar de algo, me mostrar algo que não posso perder ou jamais esquecer. A primeira coisa que me vem à mente é um lindo par de olhos âmbares, tenho uma leve impressão de já ter visto esses olhos em algum lugar... cheio de carinho, ternura e amor. Aqueles olhos me faz ficar cada vez mais triste, tento lembrar de quem é mas, não consigo.

- Não pode!

Ouço uma voz estranha, olho em volta mas não encontro a pessoa que possa ter dito aquilo.

- Quem é você e não posso o que? - pergunto esperando uma resposta que possa me ajudar, esperei por cinco minutos e não obtive nenhuma resposta.

- Não pode esquecê-lo.

- Não posso esquecer de quem? Por favor me diga de quem está falando!

- Vocês precisam ser fortes para o final...

Ao ouvir aquilo vejo que tudo que estava em minha volta começa a desaparecer, porém algo começa a brilhar muito forte, vejo que está vindo em minha direção, começo a perceber que se parece muito com uma carta mas a cor dela é de um vermelho-vinho. Ao pegá-la vejo que não possui um desenho ou um nome.

- Você não se esqueceu de mim... esqueceu?

Ao ouvir aquela voz conhecida, quase que tenho um infarte.

- Q... quem es... está ai? E não esqueci de quem? - pergunto enquanto tento me recuperar do susto.

- Não acredito que me esqueceu. Está certo que faz exatamente cinco anos que não nos vemos mas, não precisa me esquecer.

Certo. Finge que isso me ajudou muito, agora tenho mais dúvidas que antes.

- Então me dê uma dica. Quem é você?

- Vou te ajudar então. Meu nome começa com Syao e gosto muito da cor verde, como dessa carta na sua mão.

Como assim '' como essa carta em sua mão''? Ele é louco ou quê? Se bem que olhando por outro lado...

- Realmente estou ficando louca! A carta vermelha ficou completamente verde então, isso significa mais alguns meses no meu psiquiátrico e nada de salgadinho de queijo mergulhado no chocolate quente antes de dormir.

Ao dar um passo sinto que o chão desapareceu e começo a cair.'

Ouve um som de algo caindo.

- Itaiii!!! - esfregando os três galos na minha cabeça.

- Um... essa batida foi feio, parece que os galos vão ficar por uma semana - dizia o ser alado do meu lado.

- Porque não me acordou, Kero-chan? - arrumo a cama e guardo os três despertadores.

- Bom... Eu não tenho culpa se você não acorda cedo. Faz duas horas e meia que estou tentando te acordar. Neboo na hito!

- Usotsuki! Não sou dorminhoca, só tenho preguiça de acordar cedo - faço biquinho enquanto vou para o banheiro lavar o rosto.

- Sei. Então senhorita, 'não consigo acordar cedo por preguiça', tem exatamente quinze minutos para cegar à tempo na escola antes do professor.

Ao ouvir aquilo abro a porta com tudo e saio apressada para a cozinha. Chegando na cozinha encontra o meu pai na porta segurando o meu bento e uma fatia de pão com galeia de morango.

Nas ruas onde poucas pessoas caminhavam tranquilos, só sentiam um vento estranho passando, alguns pensavam que fosse algum corredor de Fórmula-1, treinando, outros podiam jurar que viram uma garota de 16 anos correndo muito rápido. Chegando na escola alguns garotos até agradeceram pelo vento que passou e as garotas odiaram aquele vento por... bom não preciso dizer né? Já alguns professores tentavam descobrir o que foi aquele vento e outros até já sabiam que era a pessoa desesperada.

- Três... dois... um... agora! - a porta se abre com tudo, mostrando uma Sakura quase sem ar e morta de cansaço.

- E ela acaba de ganhar o prêmio da mais rápida garota do colégio 'Chikyu no Tamashi', quebrando o seu próprio recorde de 17 minutos para 13 minutos - batendo palmas enquanto gravava a minha premiação.

- Tomoyo-chan, onegai ga aru no desu ga - sento em meu lugar e tento recuperar o fôlego.

- Hai?

- Não me filme mais, eu lhe imploro! Não somos mais Kodomo, por favor - faço de tudo para ela parar de me filmar mas nunca consegui.

- Sabe que não dá, você é a pessoa mais encantadora do mundo inteiro e fica mais linda com essa sua premiação! - os olhos dela está tão brilhoso que poderia iluminar uma cidade inteira ( e estou ficando cega com esse brilho! Socorro!) - Se bem que hoje você parece muito mais feliz, Porquê?

- Por que tenho uma leve impressão que vamos ver ele novamente - percebo que a Tomoyo nem está me ouvindo direito e continua me filmando - Não é, Syaoran? - olho para aquele lindo céu azul na esperança dele ter me ouvido.

Enquanto isso, no meio das árvores uma sombra observa a Sakura e a Tomoyo conversando enquanto parecia que o professor iria se atrasar um pouco.

- Finalmente te achei, minha linda flor de cerejeira.

Hong Kong

Em uma sala escura podia-se ver um círculo com algumas velas acesas em volta e, cinco pessoas com capas negras conversavam sobre algo.

- Então, como foi o teste do sonho? - dizia o primeiro ser.

- Ele não saiu como o planejado, alguém entrou no sonho dela e me impediu de continuar - tentava se defendo o segundo - Essa pessoa era muito forte.

- Estão teremos que usar aquilo. Eles não podem ficar juntos e definitivamente nunca poderão se casar, para o bem o nosso clã - dizia o primeiro ser - Já temos aquilo para continua o nosso plano?

- Temos sim, não foi tão difícil de conseguir ele.

- Enquanto aos dois?

- Ele ainda não precisa saber a verdade e o outro se tentar se intrometer, estará procurando a morte e se insistir a consequência fará um pouco mal a sua saúde - todos começam a rir como loucos enquanto apagavam algumas velas.

°ºoOoº° Fim do primeiro capítulo °ºoOoº°

Espero que tenham gostado, é a minha primeira fic então não ficou muito que interessante, mas prometo que tentarei melhorar. Agora o significado de algumas palavras:

Itai - espressão de dor.
Neboo na hito - Pessoa dorminhoco.
Uso tsuki - Mentira/mentiroso
Chikyu no Tamashi - Alma da Terra
Onegai ga aru no desu ga - Posso pedir lhe um favor?
Hai - Sim?
Kodomo - Crianças

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Aruanã


Syaoran voltou-se lentamente. Fernando Nunes estava atrás do deputado Fujitaka e apontava uma escopeta calibre doze para a cabeça do pai de Sakura.

- Você vai me levar naquele helicóptero, canalha - falou o bandido - E isso, se não quiser que eu mate Fujitaka agora mesmo.

- Pois pode atirar, imbecil! - falou Syaoran - Se você o matar, terá eliminado a única garantia de vida tem!

Nunes vacilou por um instante e Syaoran percebeu ao ver o cano da escopeta se desviar cerca de cinco centímetros. Era a oportunidade que ele estava esperando. Com cuidado para não ferir o deputado, Syaoran disparou com precisão diabólica, alcançando o centro da testa de Nunsa, fazendo-o cair, já morto, no chão.

Fujitaka respirou fundo e sentando-se num degrau da escada, falou:

- Desta vez, achei que tinha chegado a minha hora!

Syaoran ajudou-o a se levantar e disse-lhe:

= Vamos para casa, senhor... Sakura está anciosa para vê-lo e para contar sobre o seu casamento!

Fujitaka ergueu o copo num brinde aos noivos, dizendo:

- Ao homem que salvou a minha vida! E que salvou minha filha vai ser uma eterna maluca!

Um pouco mais tarde, quando os convidados para o casamento de Syaoran e Sakura já tinham ido embora, Fujitaka e Eriol sentaram-se num sofá para conversar.

- Infelizmente, não conseguimos apanhar Escobar - falou Eriol. Fujitaka, sorrifente, vendo sua filha e seu genro que subia para o quarto, falou:

- De qualquer maneira, desarticulamos esta conexão. E liquidamos este foco de lavagem de dinheiro!

Do alto da escada, Sakura chamou o pai e quando este olhou para ela, Sakura disse:

- Hoje eu a estou usando, papai! - falou a moça - Mas aposto que será por pouco tempo...

°ºoOoº°ºoOoº°Fim°ºoOoº°ºoOoº°

Aruanã


Assim que desembarcaram do jatinho executivo da FAB no aeroporto de Ubatuba, Syaoran disse:

- Vou deixá-la num hotel.

- Mas não! - estrilou ela - Você disse que eu poderia acompanhá-lo até o fim!

Syaoran olhou para Sakura de uma maneira que não permitia qualquer contestação e Sakura compreendeu. A verdade era uma só: ele era o homem e ela, a sua mulher!
Beijando-a com todo o carinho Syaoran disse:

- Não sei o que eu vou encontrar pela frente, querida. E não quero que você corra riscos. A operação até Aruanã e, depois, mergulharei para abordar o lá. Enquanto estiver fazendo isso, não posso me preocupar com você.

Seriam quase duas horas da madrugada quando o pequeno e já antigo Bell-OH13 pousou com estardalhaço a poucas braças do costado do Aruanã.
Imediatamente, as luzes se acenderam no convés do barco e um holofote foi ligado, jogando a sua luz azulada sobre o pequeno aparelho.
Com uma caixa de ferramentas na mão, o piloto fez sinal para o iate, dizendo que estava tudo bem e, de pé sobre os flutuadores, similou fazer um reparo.
Enquanto isso, Syaoran deixava-se cair ao mar do outro lado do helicóptero e, a três metros da superfície, nadou para o Aruanã e agarrou-se à corrente da âncora. Livrou-se do aqualung e subiu por ela, alcançando a amurada.
Toda a tripulação encontrava-se entretida, observando o piloto do helicóptero que, atrapalhado, tentava desesperadamente amarrar alguma coisa com um pedaço de arame.

- Ainda bem que o homem é um bicho curioso - murmurrou Syaoran, passando as pernas para o convés do iate - Agora, é tratar de encontrar Fernando Nunes e certamente, também o pai de Sakura.

Syaoran notou que havia dois vigias, ambos armados com metralhadoras e percebeu que não teria como entrar no corredor de acesso aos camarotes sem ser visto por um deles que, naquele instante, tinha deixado o convés de bombordo e começava a caminhar em direção ao de estibordo.
Syaoran teria de neutralizá-lo... De sua perna direita, o delegado apanhou uma faca de mergulho e escondendo-se atrás de um respiradouro de convés, esperou que o homem se aproximasse.
A menos de dois metros de distância, o vigia estacou, olhando para o chão. Vira as marcas de pés molhados. Já ia abrindo a boca para dar o alarma quando o braço de Syaoran se moveu com a rapidez de um bote de serpente e a faca, com a lâmina voltada para trás, cortou a garganta do bandido como se ela fosse de manteiga, fazendo o sangue jorrar, esvaindo-se juntamente com a vida que abandonava aquele corpo.
Rapidamente, Syaoran segurou o homem, impedindo-o de cair ao chão e encostou-o num canto mais escuro. Apanhou a metralhadora e os três carregadores que o vigia trazia, murmurando:

- Agora estou realmente pronto!

Mal dera os dez primeiros passos pelo corredor, e quatro homens surgiram, fortemente armados.

- Um intruso! - gritou um deles em castelhano - Peguem-no!

Mas Syaoran não queria que isso acontecesse. Destravou a arma e calcou o gatilho. A rajada de balas praticamente cortou ao meio os quatros bandidos.
Estava iniciada a festa!
ouviu passos por todo o barco. Mais homens surgiram, mais uma vez ele disparou com precisão mortífera. Ouviu alguém gritar que o barco estava sendo atacado por todos os lados e escutou, com alívio, os altos-falantes de uma vedeta da Marinha, dizendo para que todos os que estivessem a bordo se entregassem sem resistência.
De um nicho perto da ponte de comando, Syaoran observou os homens de Nunes jogando as armas no chão e erguendo os braços enquanto os fuzileiros navais invadiam o barco.
Foi no momento em que Syaoran estava começando a descer para o convés inferior que ele escutou uma voz dizer, às suas costas:

- Pare onde está, maldito! Pare, ou farei a cabeça deste deputado virar uma pasta!

Continua no último capítulo...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Aruanã

Com expressão preocupada, Sakura indagou:

- Acha que há alguma possibilidade de ele estar vivo?

Syaoran suspirou. Olhando para o chão disse:

-Não sei... Talvez esses bandidos não tenham feito mal ao seu pai. Se a intenção deles é obter a autorização para o jogo em seus hotéis de Ubatuba, seu pai é importante demais para que eles o matem. Seria mais lógico que eles a sequestrassem para pressionar Fujitaka. Porém, não houve muito esforço nesse sentido. Pode ser que eles estejam fazendo com que seu pai ache que você foi sequestrada e estejam tentando forçá-lo a fazer o que eles querem.
Syaoran podia perceber que Sakura estava se controlando para não entrar em desespero e abraçou-a, dizendo:

-Temos de ter paciência e confiança. Nunes faz parte do Cartel de Medellin e sua intenção certamente é lavar o dinheiro do tráfico. Estamos lidando com gente muito perigosa e teremos de ir para Ubatuba, pois é lá que se encontra as respostas que precisamos.

Acariciou os cabelos de Sakura, beijou-a com paixão e falou:

- Estaremos indo para lá dentro de pouco mais de uma hora, querida... E desta vez, partiremos de uma base aérea, num avião militar.

Sakura assentiu com a cabeça e abraçando o delegado, murmurou:

- Espero que não tenham feito nada a papai... Seria uma pena eu não poder lhe dizer que, finalmente, encontrei o homem de minha vida.

Você está sendo estúpido por não colaborar, Fujitaka - falou Nunes com raiva - Poderia estar evitando todos esses aborrecimentos e estaria recebendo cinco milhões!

Fujitaka sorriu e respondeu:

- Não preciso de seu dinheiro, Nunes!

Nunes riu alto e soprou uma baforada de seu charuto no rosto do deputado.

- Pois eu tenho uma surpresa para você, deputado... - falou ele.

Assim dizendo, mostrou-lhe uma peça de roupa íntima feminina, e perguntou
:

- Reconhece?

Fujitaka empalideceu. Era evidente que ele reconhecia aquela peça. Ele mesmo comprara para Sakura, pouco antes de ela partir para a França! Ele se lembrava do dia em que adquirira aquela peça e...

Lembrou-se, de repente, do que Sakura dissera quando ele a entregara para a filha:

- Não vou levá-la para a França, papai. Lá não terei oportunidade de usá-la! Esta calcinha eu vou deixar para pôr no dia em que conhecer o homem da minha vida!

A lembrança desse frase quase fez Fugitaka sorrir. Sakura não levara aquela calcinha para a França! Isso significava que aqueles bandidos apenas tinham entrado em sua casa e tirado do guarda-roupa da filha aquela peça e para assustá-lo! E Sakura não teria ido para a casa, pois recebera, com certeza, o seu recado ainda no aeroporto!
No entanto, Fujitaka sabia que não poderia demonstrar que percebera o golpe, pois se o fizesse estaria piorando a situação para si e para a Sakura.

- Maldito! - exclamou o deputado, fazendo uso de toda a sua capacidade teatral - O que fizeram com minha filha?

Nunes fixou o olhar do deputado, e disse:

- Sakura está bem... Por enquanto! Porém, para que continue assim, você terá de nos prestar um pequeno favor.

Respirando fundo, Fujitaka Kinomoto indagou:

- O que querem? Querem que eu vote pela autorização do jogo em seus hotéis?

- Não é apenas isso - respondeu Nunes - precisamos que você convença todos os outros deputados a votarem a favor. Queremos a unanimidade!

- Não posso fazer isso de um momento para o outro - disse Fujitaka.

Nunes assentiu com um sinal de cabeça e falou:

- Concordo. Você terá dois dias! Enquanto isso, Sakura permanecerá conosco!

Para reforçar a idéia de que tinha sido enganado, o deputado pediu:

- Quero ver a minha filha! Quero ter certeza que ela está bem!

- Isso é impossível, por enquanto - falou Nunes, já se afastando.

Continua no próximo capítulo...

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008


Dez minutos mais tarde, no elegante "Jaguar" de Syaoran, Sakura perguntou:

- O que vai fazer agora? Eu estou, além de faminta, completamente exausta!

Syaoran concordou com um sinal de cabeça e falou:

- Você tem toda a razão. Precisamos ir para Ubatuba, mas antes, é fundamental que você repouse um pouco! Virando o carro para a saída sul de Brasília, ele disse:

- Vamos para um motel. Será um lugar seguro o bastante para que você possa descansar à vontade!

Sakura suspirou, encostou a cabeça no ombro de Syaoran e murmurou:

- Onde está o meu pai?

Syaoran não respondeu . Na verdade, tinha muito medo que os homens de Medellin já estivessem com o deputado e, se isso fosse verdade, estariam desejando agarrar sakura para pressioná-lo...

- Posso apostar que, se seu pai estiver livre, ele vai entrar em contato com Eriol!

Sakura entrou no amplo e confortável apartamento do Sunshine Motel, na estrada para Goiânia.

- Às vezes tenho certeza que sou completamente doida...- falou ela, olhando em torno de si, admirada - quando poderia imaginar que iria a um motel com um homem que mal acabei de conhecer?

Com um sorriso malicioso, Syaoran retrucou:

- Bem... Sempre é melhor do que entrar com mais de um homem, não é verdade?

- Indecente! - exclamou ela, rindo - Você não passa de um ser indecente!

Syaoran caminhou até a grande banheira de hidromassagem, ligou-a e disse:

- Você não deve esquecer que o homem é um animal predador. Estamos sempre caçando...

Experimentou a temperatura da água e aceitando um uísque que Sakura lhe oferecia, completou:

- O diabo é saber distinguir quando somos caça e quando somos caçadores... Neste momento, por exemplo...

- não venha me dizer que eu o estou caçando, delegado! Isso seria o cúmulo!

- Você é quem está dizendo, Sakura! - replicou Syaoran - Eu já me considero caça em suas mãos!

Voltando para o quarto, Sakura descalçou os sapatos e desinibida, virou de costas para Syaoran a ajudasse com os botões de seu vestido.

- Não vejo a hora de entrar naquela banheira- disse a moça.

Sakura olhou para Syaoran e sorrindo, acabou de se despir, brincando os olhos do delegado com a sua maravilhosa plástica.

- Não sei se é para acreditar nessa história de segurança - falou ela - Nesse momento, eu estou tão segura quanto uma ovelha aos cuidados de um lobo!

Minutos depois, em rede nacional, a figura de Eriol apareceu na televisão anunciando que Sakura Kinomoto estava sob a custodia da Polícia Federal e pedindo ao Deputado Fujitaka Kinomoto que entrasse em contadto com ele, Eriol, nos telefones que aparecia na tela, dizendo como senha o prato predileto de sua filha.
Da banheira, Sakura escutou o anúncio e perguntou:

- Como vocês podem saber o meu prato predileto?

- Não interessa, minha querida! - respondeu Syaoran 0 Precisamos que seu pai fale um pouco mais para que haja volume e voz suficiente para os nossos técnicos em áudio conferirem com o seu padrão harmônico de voz. Ia acender um cigarro, quando ouviu Sakura chamá-lo, com um tom morno e rouco na voz:

- Syaoran... Está me ouvindo?

Ele conhecia aquela maneira de articular as palavras: era a caçadora chamando. E a caça era ele!

- Syaoran - tornou a chamar Sakura - Por que não se despe e vem fazer companhia para mim?

Conseguiram adormecer perto de três da madrugada e só despertaram com o sol entrando pela janela aberta sobre o pequeno jardim interno do chalé.

- Você me pôs em sua sala de troféus, Sakura - falou Syaoran, num sopro.

- Não será uma sala de troféus, syaoran - disse a moça, dando-lhe um beijo - Mas sim, um lar...

Syaoran sorriu, retribuindo o beijo. Ele também queria isso. E desde os primeiros momentos daquela noite, ele soube que não poderia haver outra mulher.
Levantou-se, apanhou o celular e ligou para Eriol.

- Não tenho boas notícias, Syaoran - disse este - Não recebi nenhum telefonema que tivesse a voz compatível com o padrão harmônico de Kinomoto. Alguma coisa aconteceu a ele. E acho bom tratar de descobrir, pois a imprensa, depois desses anúncios, está ouriçada! já recebi, só esta manhã, mais de cem telefonemas de repóteres querendo saber porquê aquele anúncio foi veiculado!

- Estou iniciando agora, chefe - disse ele - Tivemos alguns pequenos problemas no início da noite...

eriol riu do outro lado da linha e falou, sarcástico:

- espero que você não tenha tido nenhum problema durante a noite Syaoran! não sei se sabe, mas há um velho ditado: o pote tantas vezes vai à fonte que um dia acaba quebrando!

Syaoran desligou. Detestava quando Eriol começava com aquele assunto, pois afinal das contas, ninguém tinha nada a ver com sua vida particular!

continua no próximo capítulo...

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Aruanã


Mas será que foi um seqüestro? - indagou Sakura, angustiada - Será que papai não achou melhor sumir por alguns dias?

Com um sorriso, Syaoran respondeu:

- Não acredito nisso. Conheço seu pai, Sakura. Ele não é homem de fugir. Ao contrário, é daqueles que lutam até o último sopro por alguma coisa em que acredite.

Não mais conseguindo se controlar, a moça recomeçou a soluçar. Syaoran abraçou-a, afastou seus cabelos e disse:

- Não se desespere. Nós vamos procurá-lo. Mas antes , vamos encontrar um lugar seguro para você ficar, pois ...
A moça não o deixou continuar, e quase gritou:

- Nada disso! Eu estarei procurando meu pai junto com vocês!

Um tanto atrapalhado, syaoran tentou argumentar:

- Mas... Há o risco... Não sabemos com quem estamos lidando!

- Eu estarei segura ao seu lado, Syaoran - falou a moça com convicção - E tenho certeza de poder ajudar!

Syaoran viu que Eriol sorria malicioso, e calou. Aliás, teria sido indelicado de sua parte falar onde e como Sakura poderia efetivamente ajudá-lo.

- Está bem... - disse Syaoran, forçando um sorriso - Então, vamos trabalhar!

Voltando-se para eriol, falou:

- Acho que em Ubatuba encontrarei algo mais concreto a respeito de toda esta história. Preciso descobrir qual é o motivo de tudo isso!

Com um gesto de desânimo, ajuntando os papéis do relatório, acrescentou num desabafo:

- Se ao menos pudéssemos saber a origem do dinheiro desse maldito Nunes!

Com voz um tanto insegura, Sakura falou:

- Conheci em Paris um rapaz colombiano que morreu por causa de um overdose. Era riquíssimo e numa ocasião, completamente drogado, disse-me que já tinha estado num laboratório de pasta de cocaína... Disse-me que o homem mais rico do mundo era o responsável pela distribuição da pasta entre os refinadores da droga. esse homem era um tal de Josias Nunes e o rapaz o conhecia porque seu pai era um de seus fornecedores.

Os dois homens da Polícia Federal se entre olharam por um instante e, excitado, apanhando o telefone, Eriol pediu uma ligação para Botogá.

- Mas é claro que eu sei quem é Josias Nunes, Eriol! - exclamou o adido militar na embaixada do Brasil em Botogá - Ele controla todo o tráfico de pasta de cocaína! Está doente, em tratamento na Europa e quem está cuidando Nunes.

Eriol nem sequer agradeceu a boa vontade do diplomata. Estava furioso por essa informação não figurar no banco de dados da central, em Brasília.
Voltando-se para Syaoran, falou:

- Estávamos certos, meu amigo! O que temos nas mãos é uma verdadeira bomba!

Objetivo, Syaoran argumentou:

- O problema é não podemos fazer nada contra esse Fernando Nunes! Ele é apenas o filho de Josias Nunes e não há nenhuma queixa ou acusação contra ele!

Eriol concordou com um sinal de cabeça e falou:

- Isso mesmo. Por isso não podemos agir em nível oficial, por enquanto. Temos de deitar as unhas sobre esse bandido o quanto antes, mas agindo de uma forma que ele não tenha a menor possibilidade de arrumar um advogado capaz de tirá-lo das grades!

Sorriu, bateu nas costas de Syaoran e acrescentou:

- Alias, esta é a sua especialidade, Syaoran! Portanto, boa sorte! Sei muito bem que vai precisar dela!

mostrando Sakura com um discreto gesto de cabeça, acrescentou:

- E lembre-se... Kyotsukete kudasi!

continua...

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Aruanã


Sakura Kinomoto entrou na sala de Eriol e, um pouco sem jeito, sorriu.

- Desculpe a intromissão, doutor - disse ela - Sou filha do deputado Kinomoto e achei que seria melhor eu procurar diretamente a Polícia Federal.

Syaoran, como sempre cavalheiro com as mulheres bonitas, apressou-se em puxar uma cadeira para a moça e disse:

- Fez bem, moça. Vamos ajudá-la!

Sakura sorriu, agradeceu com um aceno de cabeça e disse:

- Estou chegando diretamente de Paris e...

De repente ela parou de falar e entrou num pranto convulso.
Ajoelhando-se ao seu lado, Syaoran acariciou seus cabelos e perguntou:

- Mas o que está acontecendo? Por que tanto desespero?

Ela respirou fundo, procurou se controlar e, com esforço, disse:

- Alguma coisa muito grave aconteceu para meu pai. Ele nunca deixaria de ir me apanhar no aeroporto e... Vejo o recado que ele deixou no balcão da Air France! E é a letra do meu pai!

Mostrou para Nogueira um pedaço de papel onde, escrito a mão, estava escrito:

VOLTE IMEDIATAMENTE PARA A FRANÇA. VOCÊ ESTÁ CORRENDO UM GRANDE PERIGO. EU A AMO. SEU PAI.

Eriol suspirou e, voltando-se para Syaoran, falou:

- Quando falamos que Fujitaka deveria estar sob alguma espécie de pressão, eu não estava errado...

Syaoran assentiu com um sinal de cabeça e, virando-se para Sakura, perguntou:

- Como conseguiu sair do aeroporto? Supondo que seu pai estivesse certo ao dizer que você está correndo perigo,é de imaginar que tentassem apanhá-la no aeroporto...

Sakura refletiu por alguns momentos e, abrindo um sorriso que a fazia ainda mais bonita, disse:

- Eu vim disfarçada de hippie, para brincar com meu pai. Depois que recebi o recado,rumei para um hotel vestida como estava, e me troquei antes de vir falar com vocês.

- Temos de localizar Kinomoto...- murmurou Syaoran.

Eriol pegou o telefone ordenando que procurassem o deputado e, cerca de dez minutos depois, desligou-o dizendo:

- Kinomoto não está em lugar nenhum! Sua secretária diz que ele está numa reunião na Câmara. Lá informam que ele está em sua residência e lá ninguém atende!

Chorando novamente, Sakura falou:

- Eu também tentei localizar meu pai e não consegui! Por isso acho que algo aconteceu com ele!

Os dois federais se entre olharam e Syaoran perguntou:

- Você tem certeza de não ter visto ninguém seguindo os seus passos até aqui, Sakura?

- Pelo menos não notei nada- respondeu ela- E procurei prestar bem atenção, pois após o recado deixado pelo papai...

Mas não é possível! - exclamou Nelson Soares - Como ela conseguiu escapar?

- Ora! - fez Márcio Telles, que estava sentado ao volante do automóvel - Ela só poderia estar disfarçada!

Soares ergueu os ombros aborrecido e murmurou:

- Agora,nós teremos um trabalho brutal para localizá-la aqui em Brasília...

- Sakura deve ter ido para um hotel - falou o outro - Ela não foi para casa, pois se tivesse feito isso nós saberíamos. Vamos pedir ajuda ao pessoal da infra-estrutura. Eles têm acesso aos terminais de computadores e poderão saber em que hotel ela se hospedou.

Soares concordou com o companheiro e, apanhando o celular, fez uma ligação. Menos de quinze minutos depois, recebia uma chamada de volta dizendo que a moça tinha estado no Hotel Nacional, mas que, naquele momento, não estava no local.

- Há um dado interessante - falou o homem da infra-estrutura - Durante as duas horas que esteve no hotel, ela pediu para falar com a Polícia Federal por duas vezes, mas por um desses acasos, não conseguiu. A recepcionista disse que é muito provável que ela tenha ido para lá...