
Sakura Kinomoto entrou na sala de Eriol e, um pouco sem jeito, sorriu.
- Desculpe a intromissão, doutor - disse ela - Sou filha do deputado Kinomoto e achei que seria melhor eu procurar diretamente a Polícia Federal.
Syaoran, como sempre cavalheiro com as mulheres bonitas, apressou-se em puxar uma cadeira para a moça e disse:
- Fez bem, moça. Vamos ajudá-la!
Sakura sorriu, agradeceu com um aceno de cabeça e disse:
- Estou chegando diretamente de Paris e...
De repente ela parou de falar e entrou num pranto convulso.
Ajoelhando-se ao seu lado, Syaoran acariciou seus cabelos e perguntou:
- Mas o que está acontecendo? Por que tanto desespero?
Ela respirou fundo, procurou se controlar e, com esforço, disse:
- Alguma coisa muito grave aconteceu para meu pai. Ele nunca deixaria de ir me apanhar no aeroporto e... Vejo o recado que ele deixou no balcão da Air France! E é a letra do meu pai!
Mostrou para Nogueira um pedaço de papel onde, escrito a mão, estava escrito:
VOLTE IMEDIATAMENTE PARA A FRANÇA. VOCÊ ESTÁ CORRENDO UM GRANDE PERIGO. EU A AMO. SEU PAI.
Eriol suspirou e, voltando-se para Syaoran, falou:
- Quando falamos que Fujitaka deveria estar sob alguma espécie de pressão, eu não estava errado...
Syaoran assentiu com um sinal de cabeça e, virando-se para Sakura, perguntou:
- Como conseguiu sair do aeroporto? Supondo que seu pai estivesse certo ao dizer que você está correndo perigo,é de imaginar que tentassem apanhá-la no aeroporto...
Sakura refletiu por alguns momentos e, abrindo um sorriso que a fazia ainda mais bonita, disse:
- Eu vim disfarçada de hippie, para brincar com meu pai. Depois que recebi o recado,rumei para um hotel vestida como estava, e me troquei antes de vir falar com vocês.
- Temos de localizar Kinomoto...- murmurou Syaoran.
Eriol pegou o telefone ordenando que procurassem o deputado e, cerca de dez minutos depois, desligou-o dizendo:
- Kinomoto não está em lugar nenhum! Sua secretária diz que ele está numa reunião na Câmara. Lá informam que ele está em sua residência e lá ninguém atende!
Chorando novamente, Sakura falou:
- Eu também tentei localizar meu pai e não consegui! Por isso acho que algo aconteceu com ele!
Os dois federais se entre olharam e Syaoran perguntou:
- Você tem certeza de não ter visto ninguém seguindo os seus passos até aqui, Sakura?
- Pelo menos não notei nada- respondeu ela- E procurei prestar bem atenção, pois após o recado deixado pelo papai...
Mas não é possível! - exclamou Nelson Soares - Como ela conseguiu escapar?
- Ora! - fez Márcio Telles, que estava sentado ao volante do automóvel - Ela só poderia estar disfarçada!
Soares ergueu os ombros aborrecido e murmurou:
- Agora,nós teremos um trabalho brutal para localizá-la aqui em Brasília...
- Sakura deve ter ido para um hotel - falou o outro - Ela não foi para casa, pois se tivesse feito isso nós saberíamos. Vamos pedir ajuda ao pessoal da infra-estrutura. Eles têm acesso aos terminais de computadores e poderão saber em que hotel ela se hospedou.
Soares concordou com o companheiro e, apanhando o celular, fez uma ligação. Menos de quinze minutos depois, recebia uma chamada de volta dizendo que a moça tinha estado no Hotel Nacional, mas que, naquele momento, não estava no local.
- Há um dado interessante - falou o homem da infra-estrutura - Durante as duas horas que esteve no hotel, ela pediu para falar com a Polícia Federal por duas vezes, mas por um desses acasos, não conseguiu. A recepcionista disse que é muito provável que ela tenha ido para lá...
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