quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Aruanã


Mas será que foi um seqüestro? - indagou Sakura, angustiada - Será que papai não achou melhor sumir por alguns dias?

Com um sorriso, Syaoran respondeu:

- Não acredito nisso. Conheço seu pai, Sakura. Ele não é homem de fugir. Ao contrário, é daqueles que lutam até o último sopro por alguma coisa em que acredite.

Não mais conseguindo se controlar, a moça recomeçou a soluçar. Syaoran abraçou-a, afastou seus cabelos e disse:

- Não se desespere. Nós vamos procurá-lo. Mas antes , vamos encontrar um lugar seguro para você ficar, pois ...
A moça não o deixou continuar, e quase gritou:

- Nada disso! Eu estarei procurando meu pai junto com vocês!

Um tanto atrapalhado, syaoran tentou argumentar:

- Mas... Há o risco... Não sabemos com quem estamos lidando!

- Eu estarei segura ao seu lado, Syaoran - falou a moça com convicção - E tenho certeza de poder ajudar!

Syaoran viu que Eriol sorria malicioso, e calou. Aliás, teria sido indelicado de sua parte falar onde e como Sakura poderia efetivamente ajudá-lo.

- Está bem... - disse Syaoran, forçando um sorriso - Então, vamos trabalhar!

Voltando-se para eriol, falou:

- Acho que em Ubatuba encontrarei algo mais concreto a respeito de toda esta história. Preciso descobrir qual é o motivo de tudo isso!

Com um gesto de desânimo, ajuntando os papéis do relatório, acrescentou num desabafo:

- Se ao menos pudéssemos saber a origem do dinheiro desse maldito Nunes!

Com voz um tanto insegura, Sakura falou:

- Conheci em Paris um rapaz colombiano que morreu por causa de um overdose. Era riquíssimo e numa ocasião, completamente drogado, disse-me que já tinha estado num laboratório de pasta de cocaína... Disse-me que o homem mais rico do mundo era o responsável pela distribuição da pasta entre os refinadores da droga. esse homem era um tal de Josias Nunes e o rapaz o conhecia porque seu pai era um de seus fornecedores.

Os dois homens da Polícia Federal se entre olharam por um instante e, excitado, apanhando o telefone, Eriol pediu uma ligação para Botogá.

- Mas é claro que eu sei quem é Josias Nunes, Eriol! - exclamou o adido militar na embaixada do Brasil em Botogá - Ele controla todo o tráfico de pasta de cocaína! Está doente, em tratamento na Europa e quem está cuidando Nunes.

Eriol nem sequer agradeceu a boa vontade do diplomata. Estava furioso por essa informação não figurar no banco de dados da central, em Brasília.
Voltando-se para Syaoran, falou:

- Estávamos certos, meu amigo! O que temos nas mãos é uma verdadeira bomba!

Objetivo, Syaoran argumentou:

- O problema é não podemos fazer nada contra esse Fernando Nunes! Ele é apenas o filho de Josias Nunes e não há nenhuma queixa ou acusação contra ele!

Eriol concordou com um sinal de cabeça e falou:

- Isso mesmo. Por isso não podemos agir em nível oficial, por enquanto. Temos de deitar as unhas sobre esse bandido o quanto antes, mas agindo de uma forma que ele não tenha a menor possibilidade de arrumar um advogado capaz de tirá-lo das grades!

Sorriu, bateu nas costas de Syaoran e acrescentou:

- Alias, esta é a sua especialidade, Syaoran! Portanto, boa sorte! Sei muito bem que vai precisar dela!

mostrando Sakura com um discreto gesto de cabeça, acrescentou:

- E lembre-se... Kyotsukete kudasi!

continua...

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