sábado, 11 de abril de 2009

Ni banne no hon


' Era uma noite estrelada, via-se algumas casas acesas mesmo sendo tão tarde, olho para aquele lindo céu estrelado e uma das estrelas me chama a atenção, ela não brilha como as outras, olhar para ela me trazia muita tristeza, queria desviar o olhar mas, algo nela me impedia, parecia que ela me hipnotizava, parece que está tentando me avisar de algo, me mostrar algo que não posso perder ou jamais esquecer. A primeira coisa que me vem à mente é um lindo par de olhos âmbares, tenho uma leve impressão de já ter visto esses olhos em algum lugar... cheio de carinho, ternura e amor. Aqueles olhos me faz ficar cada vez mais triste, tento lembrar de quem é mas, não consigo.

- Não pode!

Ouço uma voz estranha, olho em volta mas não encontro a pessoa que possa ter dito aquilo.

- Quem é você e não posso o que? - pergunto esperando uma resposta que possa me ajudar, esperei por cinco minutos e não obtive nenhuma resposta.

- Não pode esquecê-lo.

- Não posso esquecer de quem? Por favor me diga de quem está falando!

- Vocês precisam ser fortes para o final...

Ao ouvir aquilo vejo que tudo que estava em minha volta começa a desaparecer, porém algo começa a brilhar muito forte, vejo que está vindo em minha direção, começo a perceber que se parece muito com uma carta mas a cor dela é de um vermelho-vinho. Ao pegá-la vejo que não possui um desenho ou um nome.

- Você não se esqueceu de mim... esqueceu?

Ao ouvir aquela voz conhecida, quase que tenho um infarte.

- Q... quem es... está ai? E não esqueci de quem? - pergunto enquanto tento me recuperar do susto.

- Não acredito que me esqueceu. Está certo que faz exatamente cinco anos que não nos vemos mas, não precisa me esquecer.

Certo. Finge que isso me ajudou muito, agora tenho mais dúvidas que antes.

- Então me dê uma dica. Quem é você?

- Vou te ajudar então. Meu nome começa com Syao e gosto muito da cor verde, como dessa carta na sua mão.

Como assim '' como essa carta em sua mão''? Ele é louco ou quê? Se bem que olhando por outro lado...

- Realmente estou ficando louca! A carta vermelha ficou completamente verde então, isso significa mais alguns meses no meu psiquiátrico e nada de salgadinho de queijo mergulhado no chocolate quente antes de dormir.

Ao dar um passo sinto que o chão desapareceu e começo a cair.'

Ouve um som de algo caindo.

- Itaiii!!! - esfregando os três galos na minha cabeça.

- Um... essa batida foi feio, parece que os galos vão ficar por uma semana - dizia o ser alado do meu lado.

- Porque não me acordou, Kero-chan? - arrumo a cama e guardo os três despertadores.

- Bom... Eu não tenho culpa se você não acorda cedo. Faz duas horas e meia que estou tentando te acordar. Neboo na hito!

- Usotsuki! Não sou dorminhoca, só tenho preguiça de acordar cedo - faço biquinho enquanto vou para o banheiro lavar o rosto.

- Sei. Então senhorita, 'não consigo acordar cedo por preguiça', tem exatamente quinze minutos para cegar à tempo na escola antes do professor.

Ao ouvir aquilo abro a porta com tudo e saio apressada para a cozinha. Chegando na cozinha encontra o meu pai na porta segurando o meu bento e uma fatia de pão com galeia de morango.

Nas ruas onde poucas pessoas caminhavam tranquilos, só sentiam um vento estranho passando, alguns pensavam que fosse algum corredor de Fórmula-1, treinando, outros podiam jurar que viram uma garota de 16 anos correndo muito rápido. Chegando na escola alguns garotos até agradeceram pelo vento que passou e as garotas odiaram aquele vento por... bom não preciso dizer né? Já alguns professores tentavam descobrir o que foi aquele vento e outros até já sabiam que era a pessoa desesperada.

- Três... dois... um... agora! - a porta se abre com tudo, mostrando uma Sakura quase sem ar e morta de cansaço.

- E ela acaba de ganhar o prêmio da mais rápida garota do colégio 'Chikyu no Tamashi', quebrando o seu próprio recorde de 17 minutos para 13 minutos - batendo palmas enquanto gravava a minha premiação.

- Tomoyo-chan, onegai ga aru no desu ga - sento em meu lugar e tento recuperar o fôlego.

- Hai?

- Não me filme mais, eu lhe imploro! Não somos mais Kodomo, por favor - faço de tudo para ela parar de me filmar mas nunca consegui.

- Sabe que não dá, você é a pessoa mais encantadora do mundo inteiro e fica mais linda com essa sua premiação! - os olhos dela está tão brilhoso que poderia iluminar uma cidade inteira ( e estou ficando cega com esse brilho! Socorro!) - Se bem que hoje você parece muito mais feliz, Porquê?

- Por que tenho uma leve impressão que vamos ver ele novamente - percebo que a Tomoyo nem está me ouvindo direito e continua me filmando - Não é, Syaoran? - olho para aquele lindo céu azul na esperança dele ter me ouvido.

Enquanto isso, no meio das árvores uma sombra observa a Sakura e a Tomoyo conversando enquanto parecia que o professor iria se atrasar um pouco.

- Finalmente te achei, minha linda flor de cerejeira.

Hong Kong

Em uma sala escura podia-se ver um círculo com algumas velas acesas em volta e, cinco pessoas com capas negras conversavam sobre algo.

- Então, como foi o teste do sonho? - dizia o primeiro ser.

- Ele não saiu como o planejado, alguém entrou no sonho dela e me impediu de continuar - tentava se defendo o segundo - Essa pessoa era muito forte.

- Estão teremos que usar aquilo. Eles não podem ficar juntos e definitivamente nunca poderão se casar, para o bem o nosso clã - dizia o primeiro ser - Já temos aquilo para continua o nosso plano?

- Temos sim, não foi tão difícil de conseguir ele.

- Enquanto aos dois?

- Ele ainda não precisa saber a verdade e o outro se tentar se intrometer, estará procurando a morte e se insistir a consequência fará um pouco mal a sua saúde - todos começam a rir como loucos enquanto apagavam algumas velas.

°ºoOoº° Fim do primeiro capítulo °ºoOoº°

Espero que tenham gostado, é a minha primeira fic então não ficou muito que interessante, mas prometo que tentarei melhorar. Agora o significado de algumas palavras:

Itai - espressão de dor.
Neboo na hito - Pessoa dorminhoco.
Uso tsuki - Mentira/mentiroso
Chikyu no Tamashi - Alma da Terra
Onegai ga aru no desu ga - Posso pedir lhe um favor?
Hai - Sim?
Kodomo - Crianças

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Aruanã


Syaoran voltou-se lentamente. Fernando Nunes estava atrás do deputado Fujitaka e apontava uma escopeta calibre doze para a cabeça do pai de Sakura.

- Você vai me levar naquele helicóptero, canalha - falou o bandido - E isso, se não quiser que eu mate Fujitaka agora mesmo.

- Pois pode atirar, imbecil! - falou Syaoran - Se você o matar, terá eliminado a única garantia de vida tem!

Nunes vacilou por um instante e Syaoran percebeu ao ver o cano da escopeta se desviar cerca de cinco centímetros. Era a oportunidade que ele estava esperando. Com cuidado para não ferir o deputado, Syaoran disparou com precisão diabólica, alcançando o centro da testa de Nunsa, fazendo-o cair, já morto, no chão.

Fujitaka respirou fundo e sentando-se num degrau da escada, falou:

- Desta vez, achei que tinha chegado a minha hora!

Syaoran ajudou-o a se levantar e disse-lhe:

= Vamos para casa, senhor... Sakura está anciosa para vê-lo e para contar sobre o seu casamento!

Fujitaka ergueu o copo num brinde aos noivos, dizendo:

- Ao homem que salvou a minha vida! E que salvou minha filha vai ser uma eterna maluca!

Um pouco mais tarde, quando os convidados para o casamento de Syaoran e Sakura já tinham ido embora, Fujitaka e Eriol sentaram-se num sofá para conversar.

- Infelizmente, não conseguimos apanhar Escobar - falou Eriol. Fujitaka, sorrifente, vendo sua filha e seu genro que subia para o quarto, falou:

- De qualquer maneira, desarticulamos esta conexão. E liquidamos este foco de lavagem de dinheiro!

Do alto da escada, Sakura chamou o pai e quando este olhou para ela, Sakura disse:

- Hoje eu a estou usando, papai! - falou a moça - Mas aposto que será por pouco tempo...

°ºoOoº°ºoOoº°Fim°ºoOoº°ºoOoº°

Aruanã


Assim que desembarcaram do jatinho executivo da FAB no aeroporto de Ubatuba, Syaoran disse:

- Vou deixá-la num hotel.

- Mas não! - estrilou ela - Você disse que eu poderia acompanhá-lo até o fim!

Syaoran olhou para Sakura de uma maneira que não permitia qualquer contestação e Sakura compreendeu. A verdade era uma só: ele era o homem e ela, a sua mulher!
Beijando-a com todo o carinho Syaoran disse:

- Não sei o que eu vou encontrar pela frente, querida. E não quero que você corra riscos. A operação até Aruanã e, depois, mergulharei para abordar o lá. Enquanto estiver fazendo isso, não posso me preocupar com você.

Seriam quase duas horas da madrugada quando o pequeno e já antigo Bell-OH13 pousou com estardalhaço a poucas braças do costado do Aruanã.
Imediatamente, as luzes se acenderam no convés do barco e um holofote foi ligado, jogando a sua luz azulada sobre o pequeno aparelho.
Com uma caixa de ferramentas na mão, o piloto fez sinal para o iate, dizendo que estava tudo bem e, de pé sobre os flutuadores, similou fazer um reparo.
Enquanto isso, Syaoran deixava-se cair ao mar do outro lado do helicóptero e, a três metros da superfície, nadou para o Aruanã e agarrou-se à corrente da âncora. Livrou-se do aqualung e subiu por ela, alcançando a amurada.
Toda a tripulação encontrava-se entretida, observando o piloto do helicóptero que, atrapalhado, tentava desesperadamente amarrar alguma coisa com um pedaço de arame.

- Ainda bem que o homem é um bicho curioso - murmurrou Syaoran, passando as pernas para o convés do iate - Agora, é tratar de encontrar Fernando Nunes e certamente, também o pai de Sakura.

Syaoran notou que havia dois vigias, ambos armados com metralhadoras e percebeu que não teria como entrar no corredor de acesso aos camarotes sem ser visto por um deles que, naquele instante, tinha deixado o convés de bombordo e começava a caminhar em direção ao de estibordo.
Syaoran teria de neutralizá-lo... De sua perna direita, o delegado apanhou uma faca de mergulho e escondendo-se atrás de um respiradouro de convés, esperou que o homem se aproximasse.
A menos de dois metros de distância, o vigia estacou, olhando para o chão. Vira as marcas de pés molhados. Já ia abrindo a boca para dar o alarma quando o braço de Syaoran se moveu com a rapidez de um bote de serpente e a faca, com a lâmina voltada para trás, cortou a garganta do bandido como se ela fosse de manteiga, fazendo o sangue jorrar, esvaindo-se juntamente com a vida que abandonava aquele corpo.
Rapidamente, Syaoran segurou o homem, impedindo-o de cair ao chão e encostou-o num canto mais escuro. Apanhou a metralhadora e os três carregadores que o vigia trazia, murmurando:

- Agora estou realmente pronto!

Mal dera os dez primeiros passos pelo corredor, e quatro homens surgiram, fortemente armados.

- Um intruso! - gritou um deles em castelhano - Peguem-no!

Mas Syaoran não queria que isso acontecesse. Destravou a arma e calcou o gatilho. A rajada de balas praticamente cortou ao meio os quatros bandidos.
Estava iniciada a festa!
ouviu passos por todo o barco. Mais homens surgiram, mais uma vez ele disparou com precisão mortífera. Ouviu alguém gritar que o barco estava sendo atacado por todos os lados e escutou, com alívio, os altos-falantes de uma vedeta da Marinha, dizendo para que todos os que estivessem a bordo se entregassem sem resistência.
De um nicho perto da ponte de comando, Syaoran observou os homens de Nunes jogando as armas no chão e erguendo os braços enquanto os fuzileiros navais invadiam o barco.
Foi no momento em que Syaoran estava começando a descer para o convés inferior que ele escutou uma voz dizer, às suas costas:

- Pare onde está, maldito! Pare, ou farei a cabeça deste deputado virar uma pasta!

Continua no último capítulo...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Aruanã

Com expressão preocupada, Sakura indagou:

- Acha que há alguma possibilidade de ele estar vivo?

Syaoran suspirou. Olhando para o chão disse:

-Não sei... Talvez esses bandidos não tenham feito mal ao seu pai. Se a intenção deles é obter a autorização para o jogo em seus hotéis de Ubatuba, seu pai é importante demais para que eles o matem. Seria mais lógico que eles a sequestrassem para pressionar Fujitaka. Porém, não houve muito esforço nesse sentido. Pode ser que eles estejam fazendo com que seu pai ache que você foi sequestrada e estejam tentando forçá-lo a fazer o que eles querem.
Syaoran podia perceber que Sakura estava se controlando para não entrar em desespero e abraçou-a, dizendo:

-Temos de ter paciência e confiança. Nunes faz parte do Cartel de Medellin e sua intenção certamente é lavar o dinheiro do tráfico. Estamos lidando com gente muito perigosa e teremos de ir para Ubatuba, pois é lá que se encontra as respostas que precisamos.

Acariciou os cabelos de Sakura, beijou-a com paixão e falou:

- Estaremos indo para lá dentro de pouco mais de uma hora, querida... E desta vez, partiremos de uma base aérea, num avião militar.

Sakura assentiu com a cabeça e abraçando o delegado, murmurou:

- Espero que não tenham feito nada a papai... Seria uma pena eu não poder lhe dizer que, finalmente, encontrei o homem de minha vida.

Você está sendo estúpido por não colaborar, Fujitaka - falou Nunes com raiva - Poderia estar evitando todos esses aborrecimentos e estaria recebendo cinco milhões!

Fujitaka sorriu e respondeu:

- Não preciso de seu dinheiro, Nunes!

Nunes riu alto e soprou uma baforada de seu charuto no rosto do deputado.

- Pois eu tenho uma surpresa para você, deputado... - falou ele.

Assim dizendo, mostrou-lhe uma peça de roupa íntima feminina, e perguntou
:

- Reconhece?

Fujitaka empalideceu. Era evidente que ele reconhecia aquela peça. Ele mesmo comprara para Sakura, pouco antes de ela partir para a França! Ele se lembrava do dia em que adquirira aquela peça e...

Lembrou-se, de repente, do que Sakura dissera quando ele a entregara para a filha:

- Não vou levá-la para a França, papai. Lá não terei oportunidade de usá-la! Esta calcinha eu vou deixar para pôr no dia em que conhecer o homem da minha vida!

A lembrança desse frase quase fez Fugitaka sorrir. Sakura não levara aquela calcinha para a França! Isso significava que aqueles bandidos apenas tinham entrado em sua casa e tirado do guarda-roupa da filha aquela peça e para assustá-lo! E Sakura não teria ido para a casa, pois recebera, com certeza, o seu recado ainda no aeroporto!
No entanto, Fujitaka sabia que não poderia demonstrar que percebera o golpe, pois se o fizesse estaria piorando a situação para si e para a Sakura.

- Maldito! - exclamou o deputado, fazendo uso de toda a sua capacidade teatral - O que fizeram com minha filha?

Nunes fixou o olhar do deputado, e disse:

- Sakura está bem... Por enquanto! Porém, para que continue assim, você terá de nos prestar um pequeno favor.

Respirando fundo, Fujitaka Kinomoto indagou:

- O que querem? Querem que eu vote pela autorização do jogo em seus hotéis?

- Não é apenas isso - respondeu Nunes - precisamos que você convença todos os outros deputados a votarem a favor. Queremos a unanimidade!

- Não posso fazer isso de um momento para o outro - disse Fujitaka.

Nunes assentiu com um sinal de cabeça e falou:

- Concordo. Você terá dois dias! Enquanto isso, Sakura permanecerá conosco!

Para reforçar a idéia de que tinha sido enganado, o deputado pediu:

- Quero ver a minha filha! Quero ter certeza que ela está bem!

- Isso é impossível, por enquanto - falou Nunes, já se afastando.

Continua no próximo capítulo...